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EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS 15 01 2008 Empresas investem
em responsabilidade social Pesquisa
da ADVB revela que 91% das empresas incluem a responsabilidade social em sua estratégia.
Foram 3.110 empresas entrevistada em 2007, localizadas em todas as regiões
do Brasil. Deste número, 33% são empresas de grande porte, 56% médio
porte e, 11% pequeno porte. Desenvolvida pelo Ires (Instituto ADVB de Responsabilidade
Socioambiental), o estudo traz informações mais precisas sobre a
atuação das organizações em programas socialmente
responsáveis, mostra a evolução deste entendimento no contexto
das empresas e do mercado, além das tendências sobre o tema.
Dentre
os destaques da pesquisa, a governança corporativa (controle e direcionamento
do capital da empresa) está em 87% delas, posicionada também para
as ações de responsabilidade social. Em 80% das pesquisadas, a alta
administração participa e se envolve em programas sociais. Os programas
estão voltados em 77% para as comunidades. Sobre
a contratação nas empresas, 99% acreditam ser importante contratar
aprendizes para suprir eventuais vagas na administração. Quanto
aos funcionários portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida,
ainda, 27% das empresas não atendem à legislação.
Em relação ao código de ética das empresas, 37% responderam
que não têm o código documentado. Do
total da amostra, 77% das organizações desenvolvem projetos de ações
sociais voltadas para a comunidade e, 56% têm planos de aumentar neste ano,
em 20% os recursos nos projetos sociais externos que vêm desenvolvendo,
desde 2007. O
estudo constatou ainda, que em 97% das empresas há o envolvimento direto
da alta administração. O reflexo disso é que em 87% dessas
organizações, a responsabilidade social faz parte da visão
estratégica na hora de tomar decisões. O
investimento social das empresas se concentra em cinco principais áreas:
assistência social, esporte, alfabetização, lazer, recreação
e saúde.
PAPEL
RECICLADO A fabricação do papel já está escassa,
mesmo com políticas de reflorestamento e com uma maior conscientização
da sociedade em geral. Com o uso dos computadores, muitos cientistas sociais acreditavam
que o uso de papel diminuiria, principalmente na indústria e nos escritórios,
não foi o que ocorreu e o consumo de papel nas duas últimas décadas
do século XX foi recorde. Vantagens
do papel RECICLADO --
A cada 28 toneladas de papel RECICLADO evita-se o corte de 1 hectare de floresta. --
Uma tonelada de papel novo precisa de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água
e 5 mil KW/h de energia. -- Uma tonelada de papel RECICLADO precisa de
1.200Kg de papel velho, 2 mil litros de água e 1.000 a 2.500KW/h de
energia. -- Com a produção de papel RECICLADO evita-se a utilização
de processos químicos evitando-se a poluição ambiental, reduz
em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água. --
A reciclagem de uma tonelada de jornais evita a emissão de 2,5 toneladas
de dióxido de carbono na atmosfera. O papel jornal produzido a partir
das aparas requer 25% a 60% menos energia elétrica que a necessária
para obter papel da polpa da madeira, além de reduzir a necessidade de
derrubar árvores.
EMPRESAS
COM RESPONSABILIDADES As empresas têm uma responsabilidade social
importante, devendo funcionar como promotores do desenvolvimento sustentável
das sociedades onde se integram. Esta responsabilidade deverá integrar
preocupações sociais a nível pessoal e comunitário. Embora
promovida principalmente por grandes empresas ou multinacionais, a Responsabilidade
Social das Empresas (RSE) deverá fazer parte da estratégia de qualquer
empresa e de qualquer sector de atividade, incluindo as pequenas e médias
empresas. É importante salientar que o que se entende por RSE não
se limita ao que é exigido por lei relativamente às condições
de trabalho e proteção do Ambiente, devendo ir para além
disso e abranger ações voluntárias que contribuam para o
desenvolvimento da sociedade através da educação, cultura
e melhoria das condições de vida, por exemplo. RSE NA PRÁTICA
Uma empresa socialmente responsável respeita os direitos dos seus trabalhadores,
não recorre à exploração de mão-de-obra infantil,
não exerce práticas discriminatórias e no caso de recorrer
a mão-de-obra localizada noutros países, nomeadamente, de países
em desenvolvimento, tem preocupação pelas condições
de vida destes trabalhadores.
LIXO ELETRÔNICO Dados do
Anuário Estatístico da USP de 2007 mostram que a Universidade de
São Paulo possui atualmente cerca de 37 mil microcomputadores, 15 mil impressoras
e 4 mil dispositivos de rede, entre outros equipamentos de informática.
Como as estimativas mais confiáveis dão conta de que aproximadamente
10% desses aparelhos caducam por ano, pode-se ter uma idéia do tamanho
do problema que o chamado lixo eletrônico (e-lixo ou e-waste) representa
somente na maior universidade brasileira. Foi a preocupação em garantir
que esses ganhem um descarte mais adequado e agridam o meio ambiente da menor
maneira possível que ajudou a gerar um projeto pioneiro dentro da USP.
O Centro de Computação Eletrônica (CCE), o Plano para a Cadeia
de Transformação de Resíduos de Informática. Esse
tipo de projeto é um dos pioneiros não só no meio universitário
brasileiro como também no mundo", afirmou a professora Tereza Cristina
M. B. Carvalho, diretora do CCE. A meta do plano é criar uma política
que trate não só do gerenciamento de resíduos eletrônicos
dentro da universidade, como também se preocupe com a sustentabilidade
de toda a cadeia de transformação desses produtos. "Uma das
primeiras etapas, por exemplo, é a de analisar se os micros que estamos
comprando, por exemplo, são os chamados 'micros verdes', que não
têm chumbo e cujos componentes podem ser decompostos ou reutilizados".
A preocupação ambiental se estenderia não somente ao final
do ciclo de vida do equipamento, mas já no ato da compra. Hoje não
temos no Brasil uma le-gislação forte que exija dos fabricantes
suas devidas responsabilidades com o descarte de produtos eletrônicos, o
que nos deixa bastante atrasados em relação aos países desenvolvidos.
Fonte www2.usp.br
RESPONSABILIDADE SOCIAL As transformações
sócioeconômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente
o comportamento de empresas até então acostumadas à pura
e exclusiva maximização do lucro. Se por um lado o setor privado
tem cada vez mais lugar de destaque na criação de riqueza; por outro
lado, é bem sabido que com grande poder, vem grande responsabilidade. Em
função da capacidade criativa já existente, e dos recursos
financeiros e humanos já disponíveis, empresas têm uma intrínseca
responsabilidade social. A idéia de responsabilidade social incorporada
aos negócios é relativamente recente. Com o surgimento de novas
demandas e maior pressão por transparência nos negócios, empresas
se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsá-vel em
suas ações. Infelizmente, muitos ainda confundem o conceito com
filantropia, mas as razões por trás desse paradigma não interessam
somente ao bem estar social, mas também envolvem melhor performance nos
negócios e, conseqüentemente, maior lucratividade. A busca da responsabilidade
social corporativa tem, a grosso modo, as seguintes características, tem
que ser: plural, distributiva, sustentável e transparente. Muito do debate
sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora,
mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização
do setor e da busca por estratégias de inclusão social através
do setor privado. www.reponsabilidadesocial.com PLANEJAMENTO,
MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO (PM&A) NA RESPONSABILIDADE SOCOAL Num
contexto de crise financeira global, por que levantar o assunto de Planejamento,
Monitoramento e Avaliação PM&A? Para responder essa questão,
precisamos perguntar se RSE é a sobremesa, ou é o prato principal
da empresa? E algo que só se faz quando as coisas vão bem, ou é
condição de sobrevivência? Especificamente, qual é
o verdadeiro papel do setor de finanças na economia moderna? Até
que ponto ele seria responsável por disponibilizar recursos para a produção
e distribuição de bens e serviços verdadeiramente úteis
e ecologicamente adequados? Assim
como as empresas, principalmente as financeiras, estão sendo questionadas
nesta crise, as ONGs e outras OSC estão sendo interrogadas, inclusive em
CPIs. Há uma necessidade de rebranding (uma nova definição
de imagem) para todos. O trabalho adaptativo, tão necessário hoje,
envolve não somente a análise da realidade, mas também o
esclarecimento de valores em outras palavras, a avaliação.
A avaliação
de programas já se tornou peça fundamental nas áreas social
e ambiental, sendo exigida por organismos internacionais e multilaterais e, cada
vez mais, governos e fundações. Planejamento e monitoramento, por
sua vez, são de importância primordial, tanto para a execução
quanto para a avaliação de programas e projetos. Hoje, principalmente
na América Latina, se costuma acrescentar a sistematização,
definida por Oscar Jara Holliday (2006) como aquela interpretação
crítica de uma ou várias experiências que, a partir de seu
ordenamento e reconstrução, descobre ou explicita a lógica
do processo vivido, os fatores que intervieram no dito processo, como se relacionam
entre si e porque o fizeram desse modo. www.reponsabilidadesocial.com SACO
É UM SACO No embalo da campanha --Saco é um Saco--, o Ministério
do Meio Ambiente (MMA) lançou o Dia do Consumidor Consciente - 15 de outubro
- e propõe um desafio: --Um dia sem sacola plástica--. A exemplo
do que aconteceu no Dia Sem Carro, a ideia da ação é despertar
a consciência ambiental nos consumidores e incentivá-los a recusar
as sacolas plásticas em suas compras nesta data, adotando uma sacola retornável
ou outra alternativa. Em
2008, a Consumers International (CI) promoveu uma mobilização mundial
nesta mesma data para marcar a importância da educação para
o consumo sustentável. O movimento Global Consumer Action Day contou com
a adesão de mais de 40 instituições membros da CI e outros
grupos de consumidores em 33 países, contribuindo para o Processo de Marrakech,
do qual o Brasil faz parte desde 2007 representado pelo Ministério do Meio
Ambiente. O
desafio do Dia Sem Sacola Plástica foi aceito pela rede de supermercados
Carrefour -- a mais nova parceria da campanha Saco é um Saco -- começando
pelo Rio de Janeiro, onde lojas estarão preparadas para estimular as donas-de-casa
e demais clientes a recusar sacolas plásticas na boca do caixa. A
comemoração ainda foi marcada pelo lançamento da estratégia
de internet da campanha Saco é um Saco, com a apresentação
do hotsite www.sacoeumsaco.com.br e das ações articuladas nas redes
sociais, como Orkut, Twitter, Facebook e Youtube. O objetivo é reforçar
a comunicação do tema com a sociedade e difundir a campanha entre
formadores de opinião e internautas em geral. Na
oportunidade, também foi anunciado o concurso de vídeos caseiros
do Instituto Akatu: Saco de ideias, projeto apoiado pelo MMA. Em vídeos
de um minuto, os concorrentes deverão responder à pergunta "O
que você faz para reduzir seu consumo de sacolas plásticas?".
O prêmio do concurso será anunciado no evento. Participe
- Apesar de prática, quando aceitamos uma sacola na locadora, na farmácia
ou na padaria, não temos noção que anualmente 500 bilhões
delas são descartadas inadequadamente no meio ambiente mundial, entupindo
bueiros, causando enchentes, poluindo mares e matando tartarugas. No
Brasil, estima-se que 1,5 milhão de sacolas plásticas são
consumidas a cada hora. Com uma conta rápida chegamos aos 36 milhões
em 24 horas. Imagine quantos recursos naturais podem ser poupados em um único
dia de consumo consciente. Participe
desse desafio e ajude a diminuir o impacto ambiental causado pelas sacolinhas.
Após dia 15 de outubro, adote um novo hábito de vida, contribua
para diminuir esses números e se torne mais um consumidor consciente capaz
de transformar a vida no Planeta. "Saco é um saco. Pra cidade, pro
Planeta, pro Futuro e pra Você". Recuse, reduza, reutilize. Ministério
do Meio Ambiente MMA www.mma.gov.br | |
| | | RECICLAGEM A
reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima
secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é
economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo
o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário
internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes
de petróleo e outras matérias-primas não renováveis
estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle
(ciclo). Para compreendermos a reciclagem, é importante "reciclarmos"
o conceito que temos de lixo, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja
e inútil em sua totalidade. O primeiro passo é perceber que o lixo
é fonte de riqueza e que para ser reciclado deve ser separado. Ele pode
ser separado de diversas maneiras, sendo a mais simples separar o lixo orgânico
do inorgânico (lixo molhado/ lixo seco). Na
natureza nada se perde. Seres vivos chamados decompositores "comem"
material sem vida ou em decomposição. Eles dividem a matéria
para que ela possa ser reciclada e usada de novo. Esse é o chamado material
biodegradável. Quando um animal morre, ele é reciclado pela natureza.
Quando um material é dividido em pequenas peças, as bactérias
e fungos, os mais importantes decompositores, já podem trabalhar. A
decomposição aeróbia é mais completa que a anaeróbia
por gerar gás carbônico, vapor de água e os sais minerais,
substâncias indispensáveis ao crescimento de todos os vegetais, o
qual gera o húmus, ótimo adubo para o solo. No
processo anaeróbio, são gerados os gases (metano e sulfídrico),
que causam um odor desagradável; a decomposição anaeróbia
produz um líquido escuro denominado chorume (líquido com grande
quantidade de poluentes) encontrado normalmente no fundo das latas de lixo. Este
chorume é o principal causador da contaminação dos rios e
do lençol freático. A
reciclagem traz os seguintes benefícios: *
Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar. *
Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. *
Prolonga a vida útil de aterros sanitários. * Melhora a produção
de compostos orgânicos. * Gera empregos para a população
não qualificada. * Gera receita com a comercialização
dos recicláveis. * Estimula a concorrência, uma vez que produtos
gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles
gerados a partir de matérias-primas virgens. www.ambientebrasil.com.br
SUSTENTABILIDADE Uma
pergunta assalta e perturba muitos cidadãos conscientes, autoridades preocupadas
com a situação do meio ambiente e as organizações
que militam na área: Como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes
cidades? A
resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos
claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta sente,
como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias
longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de
vida das populações urbanas nos níveis atuais; onde o consumismo
desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e
lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás
de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo
de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras
sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências
locais e as políticas tradicionalmente aceitas como verdades absolutas;
é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as
mentes e os corações dos novos políticos e do
novo cidadão. A
grande realidade; é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas
grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos
até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente
de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará
a destruição do planeta. Fonte
www.ecologiaurbana.com.br | |
| | | A
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL in genere Um aspecto para o qual devemos
atentar é aquele que concerne às feições da responsabilidade
ambiental in genere, entendida como a imputação de conseqüências
ao infrator da legislação ambiental. É que. juridicamente,
a infração ambiental pode ter repercussão em três esferas
distintas e independentes , embora uma possa, eventualmente, ter repercussão
em outra. Assim sendo, a infração de normas ambientais poderá
ter reflexos penais, civis e administrativos, conforme a natureza da norma em
pauta. A
apuração destas três modalidades de responsabilidade não
é realizada pelo mesmo órgão, tem conseqüências
jurídicas diversas, e está submetida a regime jurídico específico,
embora se verifiquem alguns pontos em comum. É
que constatada a existência de uma infração às normas
ambientais, deverá ter início uma série de procedimentos
de ordem legal e administrativa, os quais invariavelmente materializam-se em atos
concatenados em um rito procedimental. Como
a Constituição Federal assegura ampla defesa e contraditório,
tanto no processo administrativo, como judicial, já se infere que a observância
destes aspectos é imperativa em qualquer das hipóteses. Da
mesma forma, a apuração da responsabilidade em uma esfera pode ter
reflexos em outra eventualmente. É o caso da condenação criminal,
que torna certa a obrigação de reparar o dano. A natureza difusa
dos direitos atingida pelo dano ambiental não é óbice para
a aplicação desta regra. Mas,
como já referido, a natureza das responsabilidades é diversa e demanda
tratativa separada. Fonte
http://jus.uol.com.br MEZZOMO, Marcelo Colombelli. Responsabilidade ambiental.
Jus Navigandi, Teresina ÁGUA O
Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade
de água. Tem a maior reserva de água doce da Terra, ou seja 12%
do total mundial. Sua distribuição, porém, não é
uniforme em todo o território nacional. A Amazônia, por exemplo,
é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O
volume d'água do rio Amazonas é o maior do globo, sendo considerado
um rio essencial para o planeta. Ao mesmo tempo, é também uma das
regiões menos habitadas do Brasil. Em
contrapartida, as maiores concentrações populacionais do país
encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas,
o São Francisco e o Paraná. O maior problema de escassez ainda é
no Nordeste, onde a falta d'água por longos períodos tem contribuído
para o abandono das terras e para a migração aos centros urbanos
como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez
de água nestas cidades. Além
disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda de
qualidade da água disponível para captação e tratamento.
Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira,
o Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo
mercúrio, metal utilizado no garimpo clandestino, e pelo uso de agrotóxicos
nos campos de lavoura. Nas grandes cidades, esse comprometimento da qualidade
é causado por despejos de esgotos domésticos e industriais, além
do uso dos rios como convenientes transportadores de lixo. Mais
informações acesse: www.brasildasaguas.com.br AQUECIMENTO
GLOBAL Embora o clima tenha apresentado mudanças ao longo da história
da Terra, em todas as escalas de tempo, percebe-se que a mudança atual
apresenta alguns aspectos distintos. Por exemplo, a concentração
de dióxido de carbono na atmosfera observada em 2005 excedeu, e muito,
a variação natural dos últimos 650 mil anos, atingindo o
valor recorde de 379 partes por milhão em volume (ppmv) - isto é,
um aumento de quase 100 ppmv desde a era pré-industrial. Outro
aspecto distinto da mudança atual do clima é a sua origem: ao passo
que as mudanças do clima no passado decorreram de fenômenos naturais,
a maior parte da atual mudança do clima, particularmente nos últimos
50 anos, é atribuída às atividades humanas. A
principal evidência dessa mudança atual do clima é o aquecimento
global, que foi detectado no aumento da temperatura média global do ar
e dos oceanos, no derretimento generalizado da neve e do gelo, e na elevação
do nível do mar, não podendo mais ser negada. Atualmente,
as temperaturas médias globais de superfície são as maiores
dos últimos cinco séculos, pelo menos. A temperatura média
global de superfície aumentou cerca de 0,74ºC, nos últimos
cem anos. Caso não se atue neste aquecimento de forma significativa, espera-se
observar, ainda neste século, um clima bastante incomum, podendo apresentar,
por exemplo, um acréscimo médio da temperatura global de 2ºC
a 5,8°C, segundo o 4° Relatório do Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007. Em
resumo, a primeira parte do 4º relatório do IPCC, que compila os estudos
sobre base científica da mudança do clima, considera o aquecimento
global um fenômeno inequívoco e, muito provavelmente, causado pelas
atividades antrópicas. A comunidade científica tem tido um papel
importante para subsidiar os países em sua tomada de decisão, fornecendo
projeções da mudança do clima sob diferentes cenários
futuros, dentro de margens de erro aceitáveis, indicando desafios e apontando
oportunidades. Fonte
Minisério do Meio Ambiente | |